|
Accueil
|
English, Português, Castellano, Italiano, Farsi
Textos em português
|
|
|
Voyager dans les rubriques
Idées
Auteurs
Histoire
Philosophie, économie, religions
Dans le monde
Débats
Brèves
English, Português, Castellano, Italiano, Farsi
|
1926-2026 : centenário da Plataforma de Archinov da Síntese anarquista e da Carta de Lyon
Reflexões sobre o ‘plataformismo’ e o ‘síntesismo’
René Berthier
Article mis en ligne le 15 juin 2026
par Eric Vilain
O presente texto foi elaborado por ocasião do centenário da redação da Plataforma organizacional da União Geral dos Anarquistas, chamada de Archinov. É constituído em parte pelos textos que já tinha escrito, eventualmente modificados, em outra parte por passagens que escrevi para a ocasião. Embora a questão do “plataformismo” e do “síntesismo” esteja longe de constituir o essencial das minhas preocupações, este documento é, de certa forma, uma síntese das reflexões que dediquei à questão durante muito tempo.
Por sorte, o ano de 1926 viu a publicação de outros dois textos, Synthese anarchiste de Voline (seguido de perto pelo de Sébastien Faure) e a carta de Lyon da CGT-SR. A coincidência desses três textos não é fortuita ; resume os debates que ocorreram dentro do movimento anarquista e do movimento operário no pós-guerra, durante os quais houve profundas recomposições nos movimentos sociais.
A ideia geral que emerge das minhas reflexões é que, desde o início, o debate “plataformismo-sintesismo” não tinha, intrinsecamente, nenhum interesse senão destacar a situação dramática do movimento libertário da época. É por isso que insisto muito nas questões de contexto.
Mas se a Plataforma teve muito pouca influência sobre o movimento anarquista no momento da sua publicação, é talvez também porque não era adequada : é a produção de um grupo de militantes russos e ucranianos que lutaram com as armas na mão em um ambiente que não tem nada em comum com o da Europa ocidental e que desembarcam na França sem saber muito do movimento operário e que não entendem a natureza do sindicalismo revolucionário. Quanto à síntese anarquista, na medida em que seu próprio “inventor” desde o início fez a constatação de seu fracasso, podemos nos questionar hoje sobre a pertinência de um debate sobre a questão.
A insistência dos protagonistas sobre o suposto debate “Plataforma/Síntese” contribuiu para paralisar a reflexão sobre a crise do movimento anarquista, descartando o fato de que a solução desta crise estava talvez em outro lugar, que era no fundo extremamente simples, que consistia em definir as modalidades da intervenção dos anarquistas na classe operária e o tipo de relação entre organização anarquista e organização de massas.
Estou bem ciente de que este documento, escrito numa língua que não é a minha língua materna, está escrito em português imperfeito. Por isso, peço aos leitores de língua portuguesa que me desculpem. No entanto, espero que compreendam o impulso geral do meu discurso.
|